Keblinger

Blog da Tia Maryane

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Um país onde os professores são tratados como marginais

Num país onde os professores são tratados como marginais, já demonstra onde a prepotência e o autoritarismo desses governos chegaram. Não vejo futuro num país que bate em seus professores. No Brasil é assim, não basta humilhá-los, têm que desmoralizá-los. Enquanto o professor no Brasil não for respeitado, não terei motivos pra reconhecer nenhuma autoridade e nem tão pouco nenhuma legitimidade em governo algum. Não precisamos de governos que batem e humilham professores. Pense nisso quando for votar, de forma obrigatória, na próxima eleição. Aqui em casa o voto secou. Naõ tem mais nenhum. Não votamos em mais ninguém.


Greve dos professores no Ceará: uma contribuição ao debate



Estamos vivendo um momento histórico na educação brasileira. A lei nacional do piso salarial dos professores, promulgada em 2008, após dois anos de espera pelo julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da ação de inconstitucionalidade impetrada por cinco governadores, dentre eles o do Estado do Ceará, Cid Gomes, foi declarada completamente constitucional pelo referido tribunal.
Em face da resistência do governo em cumprir a lei respeitando a carreira, os professores do Estado do Ceará decretaram greve a partir do dia 5 de agosto de 2011. A reivindicação central do movimento paredista é a implementação da Lei Nacional do Piso Salarial (Lei nº 11.738/08) na atual carreira (Lei nº 12.066/93). Passados quase dois meses, os professores permanecem em greve, pois a referida reivindicação ainda não foi atendida.
Podemos elencar os pontos centrais da lei do piso salarial dos professores:
  • Conceito de piso: “O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.” Art. 2º § 1º;
  • Valor do piso: Quando da promulgação da lei, em 2008, foi fixado um vencimento básico inicial de carreira de R$ 950,00, tendo como referência o professor com formação de nível médio;
  • Índice de reajuste: O piso deverá ser atualizado anualmente em janeiro. A atualização deverá ser feita utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano;
  • Tempo de planejamento: A lei determina o máximo de 2/3 da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.
– Por que os professores permanecem em greve? –
Apesar do que tem sido veiculado pela mídia, após reunião dos professores com o governador Cid Gomes, que se realizou no último 22 de setembro, não houve compromisso por parte do governo em garantir as principais reivindicações da categoria.
A lei do piso salarial fixou um vencimento básico mínimo inicial para as carreiras, tendo como referência os professores com formação de nível médio. Hoje, esse valor devidamente atualizado, é de R$ 1.597,87. A lei determina o piso para o professor com formação de nível médio, porque os Estados e municípios ainda têm em seus quadros professores que não têm nível superior. De forma que as carreiras iniciam pelo nível corresponde à formação de nível médio.
Falando especificamente da atual carreira dos professores do Estado do Ceará, a mesma é composta por 30 níveis. O nível 1 da atual carreira corresponde ao professor com formação de nível médio. Os professores graduados estão no nível 13, os especialistas, nível 21, os mestres, nível 25 e doutores, nível 28. Os interstícios entre os níveis correspondem a uma diferença de 5% e à medida que o professor avança na carreira, tem aumentos correspondentes. Essa explicação se faz necessária para que se compreenda qual o maior gargalo nas negociações com o governo do Estado.
Sendo o piso o vencimento inicial da carreira e tendo os professores cearenses uma carreira, que é a lei nº 12.066/93, o que seria lógico? Que o governo aplicasse o piso para a referência 1 da carreira (referência inicial), repercutindo, consequentemente, em todos os demais níveis.
Porém, o governo tem a interpretação de que o piso salarial é somente para os professores que têm formação de nível médio. Hoje, a ampla maioria dos professores do Estado do Ceará tem formação de nível superior, muitos têm especialização, mestrado ou doutorado. Segundo o governo do Estado, são apenas 114 professores na ativa que têm nível médio de um total de 14 mil.
O governador Cid Gomes assume que vai cumprir a lei para os 114 professores que têm formação de nível médio, e para não valorizar os outros professores (ressalte-se, a imensa maioria da categoria), pretende mudar a carreira.
Mas será possível sustentar que uma lei que foi resultado de anos de luta de professores e professoras, que tem como objetivo básico valorizá-los, por entender que sem isso não se pode avançar no nosso atual quadro educacional, deve ser aplicada somente a 114 professores em um universo de 14 mil?
Respondemos que não. A lei do piso salarial deve valorizar toda a carreira. E não estamos reivindicando nada excepcional, apenas que o governo mantenha nossa carreira atual, que é uma lei de 1993, e que aplique nela o piso salarial.
Infelizmente, parece que o governo quer nos dar com uma mão e tirar com a outra. Sua intenção, demonstrada em reunião com os professores, e registrada em ata, é desvincular as carreiras de nível médio e superior, ou seja, destruir nosso atual plano de cargos e carreiras.
Isso implicará em que os professores que têm nível superior, a grande maioria, não terão nenhuma repercussão em seus vencimentos com a aplicação do piso salarial. Isso é mais inaceitável quando lembramos que anualmente o piso será reajustado em janeiro. Ora, ao fazer a desvinculação das tabelas de nível médio e superior, isso significará que professores graduados e pós-graduados nunca terão direito aos devidos reajustes fixados na lei do piso salarial. E uma lei que teve por intenção valorizar a carreira não terá nenhum efeito para a imensa maioria dos professores.
Há discordância, também, quanto ao valor atual do piso. O valor atual, calculado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), é de R$ 1.597,87, e aquele orientado pelo MEC é de R$ 1.187,00. Lembrando que o MEC não legisla, a nossa luta é pelo piso de R$ 1.597,87, valor este que foi calculado a partir do índice de reajuste estipulado pela lei — ponto, aliás, que jamais foi questionado no STF, estando em pleno vigor desde 2008.
Quanto ao 1/3 da jornada de trabalho para atividade extraclasse, houve avanço nas negociações com o governo do Estado. Nas reuniões com os professores, o governo comprometeu-se a implementar gradativamente o 1/3 de planejamento, garantindo, inclusive, concurso público em 2012, para que tal medida possa ser concretizada.
Por fim, queremos dizer à sociedade que entendemos que a greve acarreta prejuízo a todos, mas que é instrumento legítimo da classe trabalhadora na luta por educação púbica de qualidade.
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Bruna Dantas   - Professora da rede estadual básica de ensino do Ceará.

sábado, 17 de setembro de 2011

Pisa com cuidado

Tenho apenas os meus sonhos, esplhei-os então aos teus pés. Caminha com cuidado pois pisas sobre os meus sonhos!
Willian Butter Yeats

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Metade


No meu orkut,quando fui prencher quem sou eu,escolhi  uma música que me define muito bem:metade de Oswaldo Montenegro....eu chamo de minha música,escuta-la me faz um bem....é algo mágico... sou metade :


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta
a uma mulher inundada de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, 
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A MAGIA DA MÚSICA




A MAGIA DA MÚSICA


Entre as maravilhas que temos
disponíveis e que, sem dúvida,
para cada um traz uma sensação
diferente, é a Magia da Música...

Quantas vezes estamos ocupados
nos afazeres do dia a dia e ao ouvir
uma música paramos, ficamos imóveis,
mas apenas de corpo, pois nossa mente
flutua para lugares e épocas distante, e
um arrepio invade nossa pele, isso se
chama...

EMOÇÃO!!!

Não tem importância qual o seu ritmo
ou idioma, e sim, que ao ser ouvida nos
trasmita um bem estar capaz de acelerar
o coração e muitas vezes, nos fazer
transpirar, pelas lembranças de momentos
vividos ou perdidos, não importa, o que
importa é que temos a oportunidade de nos
proporcionar um replay de Nossa Vida...







- Airton Ferreri





"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso."

Clarice Lispector

O grito do Ipiranga aconteceu como no quadro?


O grito do Ipiranga aconteceu como no quadro?


O quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, também conhecido como Grito do Ipiranga, é o principal símbolo da proclamação da Independência do Brasil, que é comemorada em 7 de setembro. A imagem, no entanto, não é exatamente uma fotografia do momento em queD. Pedro 1º recebeu a carta que o deixou irado e o levou a pronunciar a famosa frase: “Independência ou Morte”.
Enquanto a independência do Brasil foi proclamada em 1822, Pedro Américo só foi terminar de pintar o quadro em 1888, em Florença, na Itália. A obra foi encomendada pela Família Real, que investia na construção do Museu do Ipiranga, hoje oficialmente chamado Museu Paulista, que fica em São Paulo (SP). A idéia era ressaltar a monarquia - que já estava cambaleando e caiu em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República. 
Pedro Américo era um pintor histórico, que foi autor de outras obras com o mesmo cunho, como Batalha do Avaí, que retrata um dos eventos da Guerra do Paraguai. Também nesse caso, ele não estava presente. Assim, o Grito do Ipiranga é um quadro simbólico como várias outras pinturas históricas espalhadas pelo mundo.


Para conhecer o que é ficção e o que é história no quadro de Pedro Américo, basta passar o mouse pela ilustração.





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Além das questões levantadas acima, Pedro Américo também é acusado de plagiar outro quadro histórico. Trata-se de "1807, Friedland", de Ernest Messonier, pintado em 1875 e que retrata a vitória de Napoleão Bonaparte na batalha de mesmo nome. Clique aqui para conhecer a obra de Messonier e faça seu próprio julgamento.






O que dizia a carta que irritou Dom Pedro?

A carta que irritou Dom Pedro era das cortes portuguesas que pediam a volta imediata dele para Portugal. Na verdade, era uma resposta às atitudes anteriores do futuro imperador brasileiro. 
Em 9 de janeiro daquele ano (conhecido como o Dia do Fico), Dom Pedro tinha recebido outra carta das cortes de Lisboa exigindo seu retorno. A reação do príncipe foi recusar a proposta e começar as reformas no Brasil, convocando uma assembléia constituinte, obrigando tropas portuguesas a saírem da colônia entre outras medidas. 
Os portugueses reagiram intimando-o a voltar. Dom Pedro decidiu, então, proclamar a independência naquele exato momento.

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O outro lado da independência





O outro lado da independência
Nesta quarta feira o Brasil estará comemorando mais um sete de setembro. Quem pesquisou profundamente História do Brasil, principalmente o nosso 07 de setembro, sabe muito bem que a famosa tela de Pedro Américo, retratando a cena do Ipiranga, estampada em todos os livros desta matéria, nada mais é que um fhotoshop. Na realidade, o cavalo não era cavalo (era uma mula), nem o uniforme era de gala (o regente vestia roupa simples de viagem). E, foi no alto da colina e não às margens do Ribeirão Ipiranga que D. Pedro emitiu um desabafo, declarando a Independência do Brasil.

Outro fato curioso (e que teve outra versão) é que, junto a ele, estavam apenas dois mensageiros e quatro cavaleiros que faziam um “paredinha”, enquanto mais uma vez o regente se aliviava de um problema estomacal fecundo, causado pelas costelinhas de porco que comera na noite anterior em Santos, na casa dos Andradas.

Independentemente destes fatos, a Independência do Brasil foi um “arranjo político”. Ela implicou uma acirrada luta social. Várias camadas sociais disputavam a liderança, desejando imprimir ao movimento libertador o sentido que mais convinha e interessava a cada uma. No final, venceu a aristocracia rural dos grandes proprietários escravistas.

Pelo que se sabe, não houve derramamento de uma gota de sangue, apenas um grito, o do Ipiranga. A partir daquele momento, teria marcado na História do Brasil a ruptura com a tutela portuguesa... Da mesma forma que, hoje, somos soberanos em relação ao FMI.

O saudoso ministro da era Vargas, Gustavo Capanema, costumava dizer que na política existem fatos e versões. E o que vale são as versões! Na Independência do Brasil, a história ficou com a versão do fato.

Era normal, nas minhas aulas de História, polemizar se o grito decorreu do sonho de uma pátria independente ou da ambição de um império tropical. Até hoje fica o grito parado no ar, eternizado em rostos das figuras do nosso mestre Portinari, no romanceiro de Cecília Meireles, no samba agônico de Chico Buarque, no coração desolado das sofridas mães brasileiras.

Sob o grito da independência ressoam os gritos dos índios trucidados pela aristocracia rural colonizadora brasileira, que encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases socioeconômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O “sete de setembro” foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

O grito dos excluídos ecoa neste mês dos 189 anos da independência. Ecoa na contramão dos caminhos que restauram o passado, traçados por aqueles que ainda incensam a ditadura e reforçam o apartheid social. Ecoa indignado sobre a avalanche de corrupção que ameaça nossa democracia. Ecoa por clamor de ética na política, transparência nos poderes constituídos e severa punição aos que traem os anseios do povo, inoculando-nos o medo de ter esperanças.

Hoje, sabe-se muito bem que a nossa independência se deu muito mais por interferência velada de Dona Leopoldina que propriamente pelo esforço de seu marido. Mas isso é uma outra história.

Mas independência não é só isso.

Independência nós temos que fazer todos os dias, com crianças nas escolas e fora dos faróis vermelhos das ruas,  com muita ética na política brasileira, sem preconceitos sob todas as formas. Independência é um país distribuindo terras improdutivas sem privilégios, demagogias e batalhas medievais, preservando suas florestas e matas. Independência é uma melhor distribuição de renda, direitos iguais para todos e não só privilegiando alguns. Independência é...

É isso.

terça-feira, 6 de setembro de 2011


"E a coisa mais divina
que há no mundo,
é viver cada segundo
como nunca mais..."

( Vinicius de Moraes )

Mudanças

http://youtu.be/qAG5zIQlehI  
 


Vanusa - Mudanças









Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gavetas
Jogar fora sentimentos e
Ressentimentos tolos
Fazer limpeza no armário
Retirar traças e teias
E angustias da minha mente
Parar de sofrer
Por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina...
Pra ser mulher

Hoje eu vou mudar
Por na balança a coragem
Me entregar no que acredito
Pra ser o que sou sem medo
Dançar e cantar por habito
E não ter cantos escuros
Pra guardar os meus segredos
Parar de dizer
"não tenho tempo pra vida"
Que grita dentro de mim...
Me libertar

( parte declamada)

Hoje eu vou mudar
Sair de dentro de mim
Não usar somente o coração
Parar de contar os fracassos
Soltar os laços
E prender as amarras da razão
Voar livre
Com todos os meus defeitos
Pra que eu possa libertar os meus direitos
E não cobrar dessa vida
Nem rumos e nem decisões

Hoje eu preciso e vou mudar
Dividir no tempo e
Somar no vento
Todas as coisas que um dia sonhei conquistar
Porque sou mulher como qualquer uma
Com dúvidas e soluções
Com erros e acertos
Amores e desamores
Suave como a gaivota
E ferina como a leoa
Tranquila e pacificadora
Mas ao mesmo tempo
Irreverente e revolucionária
Feliz e infeliz
Realista e sonhadora
Submissa por condição
Mas independente por opinião
Porque sou mulher
Com todas as incoerências
Que fazem de nós...
O forte sexo fraco.