Keblinger

Blog da Tia Maryane

segunda-feira, 11 de março de 2013

Morreu Hugo Chávez...Nasce Hugo Chávez, o mito



Morreu Hugo Chávez
Anúncio foi feito pelo vice-presidente Nicolás Maduro. Presidente venezuelano não resisitiu à quarta cirurgia ao cancro diagnosticado em 2011. Era um dos políticos mais influentes da América Latina das últimas décadas, que venceu todas as eleições a que se candidatou.



"Os que morrem pela vida não podem chamar-se de mortos”, disse o vice-presidente
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, faleceu na noite desta terça feira aos 58 anos de idade, em Caracas. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Nicolás Maduro. A morte ocorre quase três meses depois de ter sido submetido a uma quarta cirurgia para tentar controlar o cancro que fora diagnosticado em 2011.
Maduro disse que Chávez faleceu “depois de lutar duramente contra uma doença durante quase dois anos, pelo amor ao povo, com a bênção dos povos e com a lealdade mais absoluta dos seus companheiros e companheiras de luta”.
O vice-presidente anunciou que ordenou a mobilização das forças militares e policiais nas ruas “para proteger a paz do povo venezuelano”.
Chávez era um dos políticos mais influentes da América Latina das últimas décadas, que venceu todas as eleições a que se candidatou. A doença, porém, impediu-o de tomar posse depois da última vitória eleitoral, realizada em 7 de outubro do ano passado. A posse, que deveria ter ocorrido em 10 de janeiro, nunca ocorreu diante da impossibilidade física de Chávez se fazer presente, já que nessa data estava a convalescer em Cuba, onde fora submetido à cirurgia.
O vice-presidente apelou ao povo que se concentrasse diante do hospital militar de Caracas e nas praças Bolívar de todas as cidades. “Levemos cânticos de homenagem, de honra. Os que morrem pela vida não podem chamar-se de mortos”.
Maduro pediu também aos adversários do líder da Revolução Bolivariana que respeitem este "difícil momento”, respeitando a dor do povo, e fez um apelo à paz.
A sucessão
Segundo prevê o artigo 233º da constituição venezuelana, em caso de morte de um presidente eleito que não tenha tomado posse haverá lugar a uma nova eleição "universal, direta e secreta" no prazo de 30 dias.
"Quando se produza a falta absoluta do Presidente eleito ou Presidenta eleita antes de tomar posse, se procederá uma nova eleição universal, direta e secreta dentros dos 30 dias consecutivos seguintes", estipula. Antes, entre as situações de "falta absoluta" está classificada a morte de um mandatário eleito.
"Está muito claramente estabelecido o que se deve fazer. Agora que aconteceu uma falta absoluta, assume o vice-presidente da República como presidente, convocando eleições nos próximos 30 dias. É esse o mandato que nos deu 'El Comandante' no passado dia 8 de dezembro. Pediu aos bolivarianos que acompanhassem Maduro e é isso que vamos fazer", adiantou Elias Jaua, ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, citado pelo jornal venezuelano 'El Universal'. Segundo avançou ainda Elias Jaua, Maduro será o candidato às próximas eleições presidenciais.
A oposição reivindica, entretanto, que se respeite a Constituição, defendendo que quem deve assumir interinamente o poder é o presidente da Assembleia Nacional do país, Diosdado Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) - partido de Chávez.

Copiado na íntegra do blog Geografia em Foco




Nasce Hugo Chávez, o mito
Gostaria de acreditar que enquanto a maioria absoluta dos venezuelanos chora copiosamente a “morte” de Hugo Rafael Chávez Frías não existe quem a esteja comemorando. Entretanto, não me iludo. Apesar de ser um homem de paz que nunca revidou com violência a violência que sofreu nos idos de abril de 2002, Chávez era odiado com fervor por uma minoria.
Seus inimigos não o combateram por seus defeitos, que, como qualquer ser humano, deveria ter muitos. Não, não. Ele foi combatido por suas qualidades, porque sua obra – que ultrapassou as fronteiras de seu país – tornou o mundo mais justo e a vida dos compatriotas desvalidos menos penosa.
Foi chamado de “ditador”, mas nenhum governante das três Américas jamais se apresentou tantas vezes ao voto popular limpo e inquestionável quanto ele. De 1999 até o ano passado, incontáveis foram as eleições que venceu sem que nunca um só questionamento à lisura dos processos eleitorais que lhe deram as vitórias tenha sido sequer levado a sério.
Chávez logrou fazer da Venezuela a campeã das Américas em redução da pobreza e da desigualdade social. Sua obra social, como não podia ser atacada por conta de êxitos como o de tornar o seu país o segundo da América Latina, ao lado de Cuba, a extirpar a chaga do analfabetismo, foi ignorada pela mídia internacional e até pela venezuelana.
Nunca me esquecerei de uma viagem que fiz à Venezuela em 2007, quando fui a um dos morros que cercam Caracas e, em visita ao uma unidade do programa social de Chávez que acabou com o analfabetismo, vi adolescentes e até adultos recém-alfabetizados estudando a constituição do país.
Mas a obra de Chávez extrapolou as fronteiras de seu país natal. A revolução bolivariana se espalhou pela América Latina. Sua influência mais forte tem sido sentida na Argentina, na Bolívia e no Equador, com um modelo revolucionário que reformou constituições e democratizou a comunicação de massas.
Perto da redução da pobreza, da miséria e da desigualdade que Chávez promoveu, a que conseguimos no Brasil, em comparação proporcional, não lhe chega nem aos pés. Isso porque, com risco da própria vida e sacrificando a paz pessoal, ele comprou brigas com poderes imensuráveis que, se não tivesse comprado, teria tido uma vida mais fácil no poder.
Dolorosamente, a morte física de Chávez será explorada de forma nauseabunda por multibilionários das mídias de ultradireita que infestam esta parte do mundo. Tentarão culpa-lo pela própria morte. Em lugar de destacarem sua obra, destacarão o processo sucessório na Venezuela.
A esses, digo que se antes tinham poucas chances de derrotar esse herói latino-americano, esse verdadeiro patrimônio da humanidade, agora suas chances são nulas, morreram fisicamente com ele, que acaba de renascer. Hugo Rafael Chávez Frias renasceu, chacais da miséria humana. Tornou-se um mito que os assombrará até o fim dos tempos.
Morto fisicamente, Chávez adquiriu poderes que nem todos os editoriais, colunas, telejornais ou reportagens mal-acabadas da Terra conseguirão equiparar. Sua verdadeira história só agora começará a ser contada às gerações futuras, mostrando que quando um homem devota sua vida ao bem comum como ele fez, torna-se imortal.
Descanse em paz, Hugo.

Copiado do blog da Cidadania Eduardo Guimarães


 

 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Como vai vc?

Como vai você ?
Eu preciso saber da sua vida
Peça a alguém pra me contar sobre o seu dia
Anoiteceu e eu preciso só saber
Como vai você ?
Que já modificou a minha vida
Razão de minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você
Vem, que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz
Vem, que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber
Como vai você
Como vai você ?
Que já modificou a minha vida
Razão da minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você
Vem, que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz
Vem, que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber
Como vai você

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013



Ser avó é sentir felicidade
É conhecer um amor doce, profundo,
É viver de carinho e ansiedade,
É resumir nos netos o seu mundo!

Ser avó é voltar a ser criança,
É fazer tudo pelo neto amado... 
É povoar a vida de esperança,
É reviver todinho o seu passado.

Ser mãe é dar o coração, eu creio,
Mas ser avó... que sonho abençoado!!!
É viver de ilusão, num doce enleio,
É viver no neto o amor ao filho amado!

Autor: (Desconhecido)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Gritos de independência



Gritos de independência





Comemora-se, nesta semana, a independência do Brasil. Consta que não houve sangue, apenas o grito do Ipiranga, que marcou a ruptura com a tutela portuguesa, mantendo no poder o português D. Pedro I, que se proclamou imperador do Brasil, mas terminou seus dias como Duque de Bragança e figura, na relação dinástica, como o 28º rei de Portugal. Como se vê, na passarela da história, o samba não é o do crioulo doido.

Entre o fato e a versão do fato, a história oficial tende à segunda. Ainda hoje se discute se o grito decorreu do sonho de uma pátria independente ou da ambição de um império tropical. Ficou o grito parado no ar, expresso nos rostos contorcidos das figuras de Portinari, no romanceiro de Cecília Meireles, na poesia agônica de Chico Buarque, no coração desolado das mães brasileiras que enterram, por ano, cerca de trezentos mil recém-nascidos, precocemente tragados pelos recursos que faltam à área social. O número só não é maior graças ao voluntariado da Pastoral da Criança, monitorada pela doutora Zilda Arns.

O Brasil, pátria vegetal, ostenta o semblante de uma cordialidade renegada por sua história. Sob o grito da independência ressoam os dos índios trucidados pela empresa colonizadora, agora restaurada pela assepsia étnica proposta pelos integracionistas que julgam as reservas indígenas privilégio nababesco. Ecoam também os gritos das vítimas indefesas de entradas e bandeiras, Fernão Dias sacrificando o próprio filho em troca de um punhado de pedras preciosas, bandeirantes travestidos de heróis da pátria pelo relato histórico dos brancos, versão barroca do esquadrão da morte rural, diriam os índios se figurassem como autores em nossa historiografia.

Abafam-se, em vão, os gritos arrancados à chibata dos negros arrastados de além-mar, sem contar as revoltas populares que minam o mito de uma pacífica abnegação que só existe no ufanismo de uma elite que se perfuma quando vai à caça.

Pátria armada de preconceitos arraigados, casa-grande que traça os limites intransponíveis da senzala, na pendular política de períodos autoritários alternados com períodos de democracia tutelar, já que, neste país, a coisa pública é negócio privado. Índios, negros, mulheres, lavradores e operários não merecem a cidadania, reza a prática daqueles que sequer se envergonham de serem compatriotas de 50 milhões de pessoas que não dispõem de R$ 80 mensais para adquirir a cesta básica.

À galera, as tripas, marca indelével em nossa culinária, como a feijoada. Privatizam-se empresas e sonhos, valores e sentimentos, convocando intelectuais de aparência progressista para dar um toque de modernidade aos velhos e permanentes projetos da oligarquia. Vale tudo frente ao horror de um Brasil sujeito a reformas estruturais. Os que querem governar a sociedade não suportam os que querem governar com a sociedade.

Destroçada e endividada, a pátria navega a reboque do receituário neoliberal, que dilata a favelização, o desemprego, o poder paralelo do narcotráfico, a concentração de renda. Se o salário não paga a vida, a vida parece não valer um salário. No Brasil, os hospitais estão doentes, a saúde encontra-se em estado terminal, a escola gazeteia, o sistema previdenciário associa-se ao funerário e a esperança se reduz a um novo par de tênis, um emprego qualquer, alçar a fantasia pelo consolo eletrônico das telenovelas.

Amanhecia em Copacabana quando Antônio Maria gritou: "Não sei por onde vou, mas sei que não vou por aí". Não vou pelas receitas monetaristas que salvam o Tesouro oficial e apressam a morte dos pobres. Vou com aqueles que sempre denunciam a injustiça, testemunham a ética na política, agem com escrúpulos, defendem os direitos indígenas, repudiam todas as formas de preconceitos, promovem campanhas de combate à fome, administram recursos públicos com probidade e lutam por uma nova política econômica. Vou com aqueles que, nesta semana, estarão mobilizados no Grito dos Excluídos, promovido pela CNBB, em parceria com entidades e movimentos populares. Nenhum país será independente se, primeiro, não o forem aqueles que o governam. 


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Felicidade é vc ter um  um patrimõnio muito de muito valor: luis Gustavo minha riqueza meu patrimônio


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


A Praça  
Composição de Carlos Imperial e interpretação de Ronnie Von.
Hoje eu acordei com saudades de você
Beijei aquela foto que você me ofertou
Sentei naquele banco da pracinha só porque
Foi lá que começou o nosso amor
Senti que os passarinhos todos me reconheceram
Pois eles entenderam toda a minha solidão
Ficaram tão tristonhos e até emudeceram
Aí então eu fiz esta canção:
A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores o mesmo jardim
Tudo é igual mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim
Beijei aquela árvore tão linda onde eu
Com meu canivete um coração eu desenhei
Escrevi no coração o meu nome junto ao seu
E meu grande amor então jurei
O guarda ainda é o mesmo que um dia me pegou
Roubando uma rosa amarela prá você
Ainda tem balanço, tem gangorra, meu amor
Crianças que não param de correr
Aquele bom velhinho pipoqueiro foi quem viu
Quando envergonhado, de amor eu lhe falei
Ainda é o mesmo sorveteiro que assistiu
Ao primeiro beijo que lhe dei.
E a gente vai crescendo, vai crescendo, o tempo passa
E nunca esquece a felicidade que encontrou
Sempre eu vou lembrar do nosso banco lá na praça
Foi lá que começou o nosso amor